A tempestade, que está se formando desde a primeira temporada, está mesmo no caminho de Patty e Ellen. Desta vez, literalmente. Ao irem à busca de uma testemunha para o falido caso de Channing x Walling, as duas protagonistas de Damages se veem em uma situação inusitada: uma tempestade de neve fecha o aeroporto de Maime, impedindo a volta das duas à NY e criando a oportunidade de elas começarem o que realmente importa nessa temporada: a lavação de roupa suja.Damages 5×07 – The Storm’s Moving In
Não foi sorte ou destino, Patty. Foi só manipulação. Você usou as minhas relações pessoais para obter vantagens no caso. - Ellen
Mas você continuou comigo.” - Patty
A espetacular Glenn Close
Ficha Corrida
Idade: 65 anos
Altura: 1,65m
Signo: Peixes
Estado civil: Casada
Curiosidade: ela leva para casa todos os figurinos das produções que participa
Não é a Meryl Streep
A própria Glenn Close já brincou, dizendo que as pessoas sempre a confundem com a amiga Meryl Streep, exceto na noite do Oscar, afinal ela nunca levou uma estatueta para casa. Não que lhe falte talento. Muito pelo contrário. Mas vamos começar esta história pelo começo…Glenn Close nasceu em Greenwich, Connecticut, no dia 19 de março de 1947, filha de Bettine e William Close, um cirurgião que abriu uma clínica na África e carregou a família para lá quando Glenn já era adolescente.
Ela credita suas habilidades teatrais a sua vivência no interior, quando ela deixava sua imaginação livre e interpretava qualquer papel que ela mandasse. Isso fez com que Glenn sempre encarasse a atuação como algo natural. Mas sua primeira experiência com as artes foi através do canto, quando nos anos 60, ela viajou os Estados Unidos com um coral.
Aos 22 anos, Glenn deixou o grupo e foi para faculdade estudar Teatro. Foi só a partir daí que ela começou a se levar a sério como atriz. E com o diploma debaixo do braço lá foi Glenn batalhar seu espaço.
Ela estreou nos palcos em 1974 com o espetáculo Love for Love. Um ano depois, ela apareceria pela 1ª vez na TV, no programa da PBS Great Performances. Na telona, ela apareceu bem mais tarde, aos 35 anos, na dramédia The World According to Garp, estrelado por Robin Williams, que lhe garantiu sua primeira indicação ao Oscar.
Com uma estreia dessas, Glenn não parou mais de trabalhar e brilhar, interpretando personagens que até hoje fazem parte do imaginário do público, principalmente, suas vilãs! A primeira foi a amante enlouquecida de Michael Douglas em Atração Fatal (1987). Logo depois, ela fez a maquiavélica Madame de Merteuil em Ligações Perigosas (1988). E para completar a “trinca da maldade”, ela conquistou um novo público ao viver Cruela De Vil na versão live action de 101 Dálmatas (1996).
A melhor coisa que eu tenho é a faca de Atração Fatal. Eu a pendurei na minha cozinha. É minha maneira de dizer ‘Não mexa comigo.’”A carreira bem sucedida no cinema, com diversos filmes de diferentes gêneros, fez com que a atriz ficasse longe da telinha por um bom tempo, aparecendo apenas em longas para TV ou dublando a mãe de Homer Simpson em alguns episódios da animação da Fox. A chegada do novo milênio, porém, iniciou uma nova fase na carreira da atriz, e logo em 2002, ela apareceu em Will & Grace, e dois anos depois em The West Wing.
Não demorou muito para que ela fosse seduzida por um bom papel da TV, que cada vez mais oferecia personagens bem escritos em boas histórias. E ela começou com o pé direito em The Shield, integrando o elenco da quarta temporada da série. A experiência foi tão boa que logo ela estava de volta, dessa vez como a estrela de Damages, série que começou sua quinta e última temporada esta semana.
Uma curiosidade que comprova o talento de Glenn e nos surpreende ao mesmo tempo: você sabia que ela já foi indicada ao Oscar, Emmy, Tony e ao Grammy? É isso mesmo, gente. Ao Grammy, o prêmio da música! Ela foi indicada três vezes, na verdade, duas por dublagens e outra por um álbum natalino que gravou com o tenor Placido Domingo. Vale lembrar que Gleen coleciona 6 indicações ao Oscar, 12 ao Emmy (vencendo três vezes), 4 ao Tony (vencendo três) e ainda 12 indicações ao Globo de Ouro, levando dois para casa. Tá bom ou quer mais?
Em meio a tantos trabalhos e prêmios, Glenn se casou três vezes – sendo a última em 2006 com seu namorado de longa data, David E Shaw, um empresário do ramo da biotecnologia. A atriz foi mãe aos 41 anos de Annie, que hoje está com 24 anos e já tem uma filhinha, Lucy. Em suas atividades extracurriculares estão uma campanha para erradicar a discriminação e o estigma acerca de doenças mentais (ela tem uma irmã que sofre de transtorno bipolar) e um blog sobre cachorros e seus donos famosos, o Fetchdog.com (que infelizmente não está disponível para nós brasileiros).
Com o fim de Damages se aproximando, o que será que vem a seguir em sua carreira? Com este currículo, só pode ser coisa boa!
Damages 5×05 – There’s Something Wrong With Me
"Difícil de saber. Ela aprendeu bem a mentir“. – Patty HewesBons jogadores de pôquer são conhecidos mundialmente por blefarem muito bem, por terem uma habilidade fora do comum para controlar suas emoções. Patty Hewes, mesmo não sendo viciada no jogo de cartas típico dos cassinos, tem um comportamento que faz jus ao primeiro nome dado a este carteado: jogo de trapaças. Mestra na arte do auto-controle, Patty começou a entender que Ellen está cada vez mais entendendo do jogo armando por ela e começa a temer.
Ellen armou até que conseguiu obter os arquivos do Samurai Seven que alguém a impediu de ter (cada vez mais acho que foi a própria empresa que andou matando tanto Naomi quanto o SS). Uma bela jogada, inesperada por Hewes, não fosse a minha eterna desconfiança de que Patty sempre tem alguma carta na manga para neutralizar a jovem advogada, eu não arrisco em dizer que Ellen se deu bem dessa vez.
Ellen nesse momento começa a ficar cada vez mais parecida com Patty. Neste episódio, ela foi a protagonista dos sonhos aterrorizantes, comuns à Patty. Sonhou com a primeira temporada, no dia em que Patty mandou um capanga a matar, e viu um sorriso no canto da boca de Patty ao vê-la ensanguentada passando na rua. Ellen teme que isso se repita, assim como Patty teme a perda da guarda de Catherine e que Ellen acabe com ela de vez.
Esses sonhos fazem parte do inconsciente das duas, dos medos que estão presente nessa ultima mesa de carteado. São as manifestações que as duas escondem atrás das poker faces que ambas sabem bem fazer. E já está afetando Ellen no mesmo nível que afeta Patty. Elas estão caminhando para se tornarem iguais.
Ellen está sendo o que os jogadores de pôquer chamam de gambler, que é um jogador que aposta contra as probabilidades estatísticas para vencer. Ela não possui recursos, nem grande experiência, mas nem mesmo uma firma estruturada para lutar, mas aposta na vitória, como trunfo. Em certo ponto, essa é a única forma de melhorar o jogo de Ellen. Mas o grande problema dos gamblers é que esse é um caminho rápido para a falência.
E não pensem que essa vitória é apenas no caso de Channing MacClair não, longe disso. Já sabemos que ele é um grande de um mentiroso, descarado, um péssimo jogador de pokquêr que pensa com o p****, como bem já disse seu sócio. Ellen aposta na vitória de seu grande ideal de vida: vingar-se de Patty Hewes por ter acabado com a vida dela, do noivo e da irmã. Nessa temporada, o caso de vazamento de informações é mero pano de fundo, mais um espectador no embate do século que é Patty versus Ellen.
De interessante, o episódio nos trouxe o pai de Patty, a beira da morte, em um hospital. E deixou claro também que Kate cuida dele, ainda não sei se por algum parentesco ou mesmo por ter se casado com ele, não ficou claro. Nesse momento, mais um temor de Patty reaparece para o ato final. Não sei se vocês repararam, mas as caras que ele faz para Patty são muito iguais às caras que Michael faz, de sarcasmo, com os dois pés atrás em tudo que ela vai falar. Os homens da família a conhecem bem, ela não consegue manter a poker face para eles. É um dos erros que Patty pode cometer, subestimar os homens de sua vida. Um ponto fraco que Ellen ainda deve explorar nesses cinco últimos episódios.
Isso mesmo meus amigos. Faltam cinco episódios para o series finale de Damages e o embate fica mais quente a cada hora corrida. Preparem suas fichas, subornem o crupiê e façam suas apostas que Patty Hewes ainda possui a pior característica de um jogador de pôquer: não consegue deixar seu ego fora de suas jogadas. Será quebra a banca no final? Fiquem com o promo do episódio sexto, I Need to Win, uma frase clássica dos desesperados à mesa.
“
Damages 5×04 – I Love You, Mommy
Porque ela é mesquinha e vingativa, e é a mesma razão dela assumir o caso de Channing McClaren.” – Michael“Pensei que ela estava o processando pela negligência de uma denunciante” – repórter
“Este caso não é sobre McClaren, é sobre Ellen Parsons” - Michael
Damages é uma série fantástica porque consegue prender a atenção dos expectadores com suspense e reviravoltas. E esta temporada está fazendo jus a sua fama. Estabelece-se um jogo, onde cada movimento é minuciosamente calculado por Patty. Ellen está quase conseguindo agir como sua mentora, mas ainda vacila.
Seria um episódio de jogadas perfeitas para Parsons, não fosse o rombo de 500 mil dólares que a jovem advogada tomou. Há alguém por trás da morte de Naomi e da morte do Samurai Seven. Eu ainda acho que Patty é capaz de ser essa pessoa, maquiavélica, que não teria o menor problema em ir além para conseguir o que quer, mas não era com ela que o assassino estava conversando ao telefone. Ainda falta o lado de a empresa aparecer, e desconfio que pode este pode estar ligado aos crimes.
Minha mãe é megalomaníaca. Ela não suporta a ideia de sua ex-associada sair de sua sombra e ofuscá-la. (…) Ela é uma narcisista paranoica que manipula a lei para ganhar poder e acertar as contas“ – Michael.Patty está, nesta temporada, enfrentando seus maiores medos. Um deles é Michael, que a conhece bem. Em resposta a jogada de Patty (que foi a um programa de TV e difamou Channing, obrigando ao juiz do caso emitir uma ordem de silêncio), Ellen contata uma repórter do American Lawyer (importante jornal no meio jurídico norte-americano) e pede a Michael que conta um pouco da história de Patty sob a sua ótica. O rapaz não mede palavras, dando detalhes mais íntimos de sua mãe, numa tentativa dos dois de desmoralizar a grande advogada junto aos seus iguais.
Como nesse episódio não teve nenhum avanço ou retrocesso no tempo, ficamos com os sonhos de Patty revelando os seus medos. Vimos, muito rapidamente, flashes da tentativa de assassinato pelo qual Ellen passou, a mando de Patty. E logo em seguida a moça sentada a sua mesa, na Hewes e Associados, toda ensanguentada.
Uma coisa muito interessante foi à associação entre Catherine e Ellen. Começo a pensar que Patty, mesmo que inconscientemente, considerava Ellen como uma filha, e tenta transferir essa relação para Catherine, friamente. Ao ver a garotinha em seu lugar, bebendo de seu uísque, e dizendo que Patty não é a sua mãe, ela cria um paralelo entre o que viveu com Ellen e o que viveu com Michale/Catherine com relação à família e trabalho.
Tem algo que eu não queria mencionar antes, mas nossos amigos da comunidade andaram conversando. Eles acham que esse processo é uma vingança pessoal sua. Punir Ellen Parsons por deixar sua firma, e esse artigo confirma isso” – Roger KastleÉ sabido que miss Hewes colocou o trabalho sempre na frente de suas prioridades. Ao tentar criar Catherine, ela teme por repetir os erros que teve com Michael e Ellen também. Na primeira temporada Patty diz a Ellen que se enxerga na jovem, ambiciosa e destemida, criando ali um laço de família, com o qual Patty nunca soube lidar. E ver Ellen falando I Love you, mommy com a cara cheia de sangue foi bárbaro!
A paranoia da mãe, já dita por Michael em muitas oportunidades, e agora difamada entre os advogados, é o que prejudica Patty e ao mesmo a torna tão maquiavélica. Eu li que tem haver com a relação dela com o pai, mas isso eu vou deixar para quando este aparecer na série, como já falamos aqui.
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